Johann Wolfgang von Goethe, nasceu em 28 de agosto de 1749 em Frankfurt am Main (sobre o rio Meno), Alemanha, e faleceu em março de 1832, aos 82 anos, em Weimar. O pai, conselheiro da corte de Frederico II (1712-1786), era homem austero e culto, entusiasmado pela ciência e amante das artes. A mãe, vinte anos mais jovem que o marido, era pessoa alegre e disposta e tinha especial talento para contar estórias. Wolfgang dirá anos mais tarde que herdou do pai “a conduta séria da vida” e, da mãe, “a natureza alegre e o gosto de narrar”.
Em 1774, escreve a obra pré-romântica Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774), que termina com o suicídio do personagem principal. O grande sucesso do livro na Europa o torna conhecido mundialmente.
Em 1784, descobre o “intermaxillare”, osso do corpo humano desconhecido pelos anatomistas, e elabora teses que antecipam a Teoria Darwinista. Em 1786, vai a Roma, onde transforma em versos a tragédia grega Ifigênia em Táuride (1787). Escreve cenas de Fausto, obra do romantismo, que começa em 1774 e só conclui em 1830. Com Fausto, que vende a alma ao diabo em troca de saber e bens, faz uma metáfora da vida humana.
22 de março de 1832. Goethe está sentado na poltrona, ao lado da cama. Seu estado de saúde havia piorado nos últimos dias, por causa de um resfriado. Começa a amanhecer, mas o quarto ainda está escuro. Goethe respira com dificuldade. Faz um sinal ao criado, como se estivesse pedindo algo. O criado aproxima-se e ouve as últimas palavras pronunciadas por entre espasmo: “Abram a janela do quarto, para que entre mais luz”.





