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Johann Wolfgang von Goethe

maio 21, 2007

Johann Wolfgang von Goethe

Johann Wolfgang von Goethe, nasceu em 28 de agosto de 1749 em Frankfurt am Main (sobre o rio Meno), Alemanha, e faleceu em março de 1832, aos 82 anos, em Weimar. O pai, conselheiro da corte de Frederico II (1712-1786), era homem austero e culto, entusiasmado pela ciência e amante das artes. A mãe, vinte anos mais jovem que o marido, era pessoa alegre e disposta e tinha especial talento para contar estórias. Wolfgang dirá anos mais tarde que herdou do pai “a conduta séria da vida” e, da mãe, “a natureza alegre e o gosto de narrar”.

Em 1774, escreve a obra pré-romântica Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774), que termina com o suicídio do personagem principal. O grande sucesso do livro na Europa o torna conhecido mundialmente.

Em 1784, descobre o “intermaxillare”, osso do corpo humano desconhecido pelos anatomistas, e elabora teses que antecipam a Teoria Darwinista. Em 1786, vai a Roma, onde transforma em versos a tragédia grega Ifigênia em Táuride (1787). Escreve cenas de Fausto, obra do romantismo, que começa em 1774 e só conclui em 1830. Com Fausto, que vende a alma ao diabo em troca de saber e bens, faz uma metáfora da vida humana.

22 de março de 1832. Goethe está sentado na poltrona, ao lado da cama. Seu estado de saúde havia piorado nos últimos dias, por causa de um resfriado. Começa a amanhecer, mas o quarto ainda está escuro. Goethe respira com dificuldade. Faz um sinal ao criado, como se estivesse pedindo algo. O criado aproxima-se e ouve as últimas palavras pronunciadas por entre espasmo: “Abram a janela do quarto, para que entre mais luz”.

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Aos Leitores Amigos

maio 21, 2007

Poetas não podem calar-se,
Querem às turbas mostrar-se.
Há de haver louvores, censuras!
Quem vai confessar-se em prosa?
Mas abrimo-nos sob rosa
No calmo bosque das musas.

Quanto errei, quanto vivi,
Quanto aspirei e sofri,
Só flores num ramo — aí estão;
E a velhice e a juventude,
E o erro e a virtude
Ficam bem numa canção.

Johann Wolfgang von Goethe

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Volvendo

maio 20, 2007
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Volvendo…
retornando ao lar
mergulhando novamente
nesse imenso mar
de poesia inerente
e reencontrando velhos sentimentos
que pareciam jamais se salientar
realmente…
 
Nikos
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Engano

maio 20, 2007
 
Creio que se engana
Ao dizer que minha gana
Por seus beijos é apenas
Como chama
Que a palha inflama
 
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Creio que se engana
Quando dizes que minto,
Por que o amor que sinto
Com o tempo não fana
 
Creio que se engana
Ao dizer que a dor
Por sua ausência
É apenas impertinência,
Quando só você me sana
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Uma Carta

fevereiro 28, 2007

Uma Carta

Há mais ou menos dois anos encontrei um blog de poemas muito bom, e um dos poemas me chamou a atenção, ele descrevia exatamente o que eu sinti em determinado momento de minha vida…o poema é o seguinte:

Uma Carta

Como escrever uma carta,
A dizer o que sinto,
Impedir que a inspiração parta,
E desenhar o amor que pinto…
Recorrer à palavra já farta,
Ao verso que permanece puro, limpo…


Farto de te ver sem te sentir,
Ou de te sentir sem te ver,
Atrás de ti queria ir,
Mas nas sombras tenho de me esconder…
Tive de a todos iludir,
Por assim tanto te querer…


Mas para quê continuar,
E manter-me a escrever,
Porque não abandonar,
Deixar, e apenas esquecer…
Como deixar de ti gostar,
Como fazer o amor esmorecer
 

E dizer-te isto em pessoa,
Tivesse eu coragem e pudesse,
Como cantar-te um verso que não soa,
E dizer-te que o que sinto não desaparece…
Falar-te do sonho que voa,
Da ilusão que ainda permanece…

Numa carta escrevia tudo,
Num envelope onde não posso escrever o destino,
Umas palavras de um amor mudo,
Que me mantém sempre em desatino…
Infelizmente, não sou sortudo,
E nem com o meu nome a assino…

de Jorge Clemente

http://versusediversus.blogs.sapo.pt/

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O Dom da Poesia

fevereiro 24, 2007

Caderno

Deixa a palavra escorregar,
Como num jardim o âmbar e a cidra,
Magnânimo e distraído,
Devagar, devagar, devagar…

Boris Pasternak

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Boris Pasternak

fevereiro 23, 2007

Boris Pasternak

Boris Pasternak nasceu em Moscovo a 10 de Fevereiro de 1890. Filho de um pintor e de uma pianista, cresceu num ambiente intelectual que lhe que lhe abriu o apetite por várias áreas da cultura, da música à literatura, passando pela filosofia. Publicou o primeiro livro de poemas em 1914, mas apenas conseguiu alguma notoriedade quando, em 1922, deu à estampa o volume Sestra moya zhizn. Autor de poemas e de pequenas histórias, traduziu poetas como Shakespeare, Goethe, Schiller, Kleist, entre outros. Em 1957 publicou Doktor Zhivago, o seu único romance, na sequência do qual lhe foi atribuído o Prémio Nobel da Literatura. Faleceu no dia 30 de Maio de 1960.

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Definição de Poesia

fevereiro 23, 2007

Um risco maduro de assobio.
O trincar do gelo comprimido.
A noite, a folha sob o granizo.
Rouxinóis num dueto desafio.

Um doce ervilhal abandonado
A dor do universo numa fava.
Fígaro: das estantes e flautas -
Geada no canteiro, tombado.

Tudo o que para a noite releva
Nas funduras da casa de banho,
Trazer para o jardim uma estrela
Nas palmas úmidas, tiritando.

Mormaço: como pranchas na água,
Mais raso. Céu de bétulas, turvo.
Se dirá que as estrelas gargalham,
E no entanto o universo está surdo.

Boris Pasternak

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